Por mais “jogo bonito” e mais gols de falta em 2015

Os elogios não são obra do acaso. Nem, tampouco, o gol de Jadson, de falta, algo tão raro no cotidiano do Corinthians nos últimos anos. Desde que Chicão parou de fazê-los lá pelas bandas do épico 2009, falta um batedor de qualidade. E a bola que este Timão, e Timão de verdade, tem jogado, remete àquele de 1998, 1999, 2000 e 2002. É que o autor nasceu em 1986 e não tem como citar os times do passado sem tê-los visto em ação para valer.

Como citado noutro post, o futebol prega peças. Contra o uruguaio Danubio fizemos um lindo castelo de areia. Só que já neste domingo, vejamos só, tem clássico. Na Arena Corinthians. Vale a confirmação da liderança geral no Paulistão. Coisa que se mantivermos o bom aproveitamento pode, na final, fazer com que joguemos em casa. E como já foi mencionado por aqui: seria lindo ser campeão do Paulista em nossa casa.

Muitos acreditam, com razão, que o Corinthians está subindo a ladeira. A única coisa que vai poder fazer, em algum momento, é descer. Acredito que não chegamos nem na metade. Trazendo para a minha analogia com o castelo de areia, os nossos estão mais resistentes que os dos demais. Pelo menos a nível nacional. A ENORME diferença para os times do passado, os que vestiram e honraram a nossa camisa, está na estrutura. Na preparação. No homem que está ali no banco.

Enquanto na década de 1990 e de 2000 o Corinthians mal tinha instalações para se preparar, agora os jogadores têm um baita Centro de Treinamento. Dormem lá, não vão para hotel. Comem bem. Treinam no dia do jogo, se necessário, e ninguém fica sabendo. A privacidade é fundamental. O departamento médico é melhor. A prevenção e a cura das lesões estão acima de muitos clubes sul-americanos.

Tudo isso deve nos fazer crer que o Corinthians tem tudo para manter esta linda fase por muito tempo. Confirmando estar num nível de time europeu. Ora, o Barça, o Real, o Bayern e tantos outros, em suas boas fases, vão bem em tudo. Um tropeço ou outro é aceitável. Por quê não fazer igual?

Sinto que os erros de 2013, que refletiram em 2014, seguem sendo sentidos. Mas não apenas pelo mal, como as dívidas. Pelo bem também. Tite melhorou e os dirigentes parecem ligados para evitar a conturbação do ambiente. É o que espero, afinal, Roberto de Andrade viu tudo de perto.

Por fim, que Jádson siga treinando cobranças de falta. Em 2012 não fizemos um gol sequer numa cobrança direta na Libertadores, mas fizemos diversos nas bolas alçadas. Quem não se lembra que metemos caixa de bola parada em todas as decisões? Logo no primeiro jogo, contra o Deportivo Táchira. Ralf. Inesquecível!

Vou registrar aqui que na coletiva do Cristian para os torcedores eu cochichei no ouvido dele: “treine faltas, por favor”. Entendo que o Corinthians tem tradição neste quesito. Coisa que vem lá do Cláudio nos anos 1950. Rivellino nos anos 1960 e 1970. Zenon nos anos 1980. Neto, 1990. Marcelinho, 1990 e 2000. E, por fim, o Chicão.

Estamos no caminho certo.

VAI, CORINTHIANS!

Próximas semanas prometem fortes emoções ao corinthiano

Se a coisa já era séria, agora ficou mais ainda. O Corinthians vai entrar numa fase de decisões e de jogos muito mais difíceis que os do Paulistão. A última “mamata”, talvez, seja o XV de Piracicaba na semana que vem. Depois é só pauleira.

Foram muitas emoções de janeiro para cá: Flórida Cup, amistoso com o Corinthian-Casuals, Once Caldas, primeiro Derby no Allianz Parque (vencido por nós), estreia na Libertadores contra o São Paulo…

E agora, então?

Basta observar o calendário. O Corinthians tem pela frente o Danúbio e o Santos. Dois jogos que decidem muita coisa. Um, a vaga na Libertadores de verdade. Outro, a consolidação da melhor campanha do Estadual. O que nos credencia a disputar todas as decisões na Arena Corinthians, desde que consigamos manter o melhor desempenho nos mata-matas.

Tudo isso depois de passarmos por uma semana intensa. Quatro vitórias em quatro jogos. Capivariano, Lusa, Penapolense e Bragantino foram postos na roda por esse Corinthians bem montado pelo Tite. O sistema 4-1-4-1 é fantástico! Defende e ataca com uma eficiência rara de se ver na América do Sul. Aqui, ou se é ofensivo, ou se é defensivo. E até para o Timão ainda precisa de alguns ajustes.

Concordo com o Tite que não podemos criticar o desempenho individual nos gols que sofremos. Nem, tampouco, o coletivo. Fomos forçados. Desafiados. O desgaste foi sim motivo das falhas. Aquele gramado horrível de Capivari e o cansaço oriundo dos 75 minutos de extrema-intensidade contra o time de Penápolis devem ser levados em conta.

Agora temos que olhar para frente. Preparar os corações. Porque nas próximas semanas teremos Ponte Preta (ao que tudo indica) nas quartas-de-final do Paulistão, San Lorenzo e São Paulo. Fora que devemos ter um clássico nas semis, passando da Macaca (pode ser o próprio São Paulo, confirmando a overdose de Majestosos em 2015). Já na sequência teremos um dificílimo começo de Brasileirão e, tudo dando certo, os mata-matas da Libertadores.

É hora de torcer muito, vibrar muito e curtir o Corinthians. Êta ano intenso!!! Bem diferente do monótono 2014…

A constante criação de “castelos de areia”

Futebol é uma constante construção de “castelos de areia”. Aqueles que fazemos na beira do mar, mas quando menos esperamos vem uma onda e desmancha tudo.

Por que essa consideração?

É que o Corinthians está vivendo um momento espetacular. Às vezes até desvalorizado pelo seu torcedor e debochado por uma imprensa carregada de rancor. Tite é um grande treinador, talvez o melhor em atividade no Brasil. No entanto, por ser honesto e não fazer tipinho, recebe críticas injustas de muitos comentaristas esportivos. O Coringão também é alvo constate de ataques de gente mal intencionada conosco, mas isso faz parte.

Na Libertadores estamos fazendo uma campanha de tirar o chapéu. Foram três jogos, com três vitórias. Batemos um grande rival, o São Paulo, por 2×0, e, bem longe da Arena Corinthians, o San Lorenzo (1×0) e o Danúbio (2×1).

Mas estamos longe, muito longe de conquistar algo concreto. A postura do Tite e do time, para mim, tem sido fundamental. Eles sabem disso! Porque o corinthiano consciente precisa saber da necessidade de manter os mesmos pés no chão que os seus representantes em campo estão mantendo. Empolgação deve vir do amor pelo Corinthians, não apenas pelos resultados.

Restam três rodadas para o fim da primeira fase da Libertadores. Quando chegarmos às oitavas-de-final (estamos muito próximos) podemos ter a certeza de que tudo será esquecido. Como a classificação épica da pré-Libertadores contra o Once Caldas, a qual gerou tanta expectativa e hoje sequer é um parâmetro seguro.

Devemos ter aprendido ao longo de tantos anos de imensa frustração que a Libertadores começa, de fato, no mata-mata. E que a cada fase é um “castelo de areia” que construímos. Resta ter competência para que os nossos castelos durem mais que o dos nossos adversários! A Liberta, amigos, começou, mas não começou…

Coração corinthiano: agora vai ou racha!

Chegou o momento vai ou racha do segundo semestre do Corinthians. Março vai, de mansinho, indo embora. E no segundo trimestre é que um time participante da Libertadores define como será seu ano. Vamos ser campeões do Paulistão? Vamos conseguir a classificação para a próxima fase da Liberta? Mais ainda: vamos passar da sempre complicada oitavas-de-final em nossa vida? Ou vamos retomar o ciclo sonhando com o Hexa no Brasileirão ou o Tetra na Copa do Brasil?

Fato é que Tite trabalhou muito bem nestes três primeiros meses. Desde a pré-temporada, na Flórida (EUA), vimos um time com padrão de jogo bem definido. O funcional e moderno 4-1-4-1 tem dado certo com time misto, reserva e, claro, com o titular. Vencemos todos os grandes compromissos, incluindo três clássicos. Os três empates (Once Caldas, Ituano e Red Bull) se deram em momentos permitidos.

Vejamos o chocho empate 0x0 contra o Red Bull. Serviu para Tite valorizar ainda mais a permanência do Jadson e averiguar que Cristian se dá melhor jogando atrás da linha de quatro homens ofensivos. Danilo e Renato Augusto são fundamentais para o nosso jogo coletivo funcionar.

No 1×0 contra o Bernô, os cinco minutos finais mostraram o porquê de Romero ser reserva do reserva. O paraguaio se enrola sozinho com a bola, merecendo o apelido de “jogador caracol” de alguns jornalistas.

No 0x0 contra o Red Bull, quem se destacou, mais uma vez, foi a Fiel com mais de 31 mil pagantes na linda Arena Corinthians

No 0x0 contra o Red Bull, quem se destacou, mais uma vez, foi a Fiel com mais de 31 mil pagantes na linda Arena Corinthians

Considero estes próximos quatro compromissos do Corinthians na Libertadores como quatro decisões. Passar em primeiro neste “temido” Grupo 2 não é pouca coisa. Além do mais, pelo Paulistão, agora teremos jogos mais complicados. Times brigando contra o rebaixamento e outros sonhando com a classificação. Ninguém vai ficar à toa neste momento.

Devemos levar em conta que estamos disputando a liderança geral, ponto a ponto, com o Santos. Acredito que o confronto direto, em abril, pode definir se vamos decidir tudo na nossa Arena. Ainda que desvalorizem, entendo que o Paulistão pode ser sim o primeiro título em nossa tão sonhada casa. Ora, se em 1914 faturamos o primeiro título de futebol com o estadual, por quê não inaugurar o “é campeão” no nosso templo com ele? Pensemos sempre positivos!

Tudo dando certo, esta pegada decisiva continua com os mata-matas. Sejam do Paulistão, seja da sempre traiçoeira oitavas-de-final da Libertadores. Junta tudo isso com o começo de um Brasileirão, em que logo de cara faremos a maioria dos jogos fora de casa e estrearemos contra o atual bicampeão Cruzeiro. Jogo que pode ser em Brasília, por conta de suspensão à torcida mineira.

Ao contrário de 2013, mas a exemplo de 2012, o Corinthians vem jogando bem o estadual. No entanto, como o mundo é contraditório, fomos eliminados no primeiro mata-mata de 2012, mas fomos campeões no ano seguinte.

Entendo que jogamos muito mais bola quando rodamos nas quartas-de-final contra a Ponte. Porque perdemos dois jogos em toda a competição. Enquanto que em 2013 acumulamos vacilos atrás de vacilos, mas goleamos a própria Ponte, um lindo 4×0, em Campinas. Só que na Libertadores, a derrota de 2012 serviu mais que a vitória de 2013. Enfim, baita contradição!!!

Que venha o Danúbio, o Penapolense, a Ponte, o Santos. Estamos prontos! VAI, CORINTHIANS!!!

O time é reserva, mas a torcida, titular. A Fiel é demais!

Choveu de balde. Até cachorro beber água em pé, como diziam os antigos. Trânsito. Caos no transporte público.

Muita gente, com tudo isso, atravessou São Paulo e até o estado para ir à Arena Corinthians. Tudo para ver o Timão “reserva” contra um São Bernardo, carrasco no ano passado.

Corajoso é meu amigo Sérgio Ricardo Bataiote, de São José do Rio Preto. Me ligou às 14h. “Lielson, tô indo. Vou me virar para arrumar o ingresso da sul”. E não é que pontualmente às 21h50 ele chegou na Arena? Olha que havia rodado 180 km para trabalhar na região de Ribeirão Preto, depois seguiu mais 320 km até Sampa. Uma loucura.

Já meu amigo Fábio Petrurlon (foto) é um privilegiado. Mora ali em Itaquera mesmo. Sai de casa depois da chuva.  Nada de comodismo. Se precisar vai ao Rio de Janeiro, aonde o Coringão for…

Por isso eu digo que mesmo que o Corinthians escale reservas, o time máster ou até fantamas, o corinthiano vai. Ah, mas Itaquera é longe e você é “militante”. Não há distância para o amor. O metrô é ali  do lado. Uma caminhadinha e pronto. Com ou sem aquela famigerada capa de chuva transparente. Estamos no estádio tão sonhado, mas ainda tão criticado (até pelo fogo amigo). O torcedor corinthiano nunca é “reserva”. Nunca abandona. Estavam presentes 23 mil titulares desta paixão!

O jogo? Detalhe…foi 1×0 pra nóis. Gol de Malcom, depois de boa jogada de Vagner Love!

VAI, CORINTHIANS!!! Sábado tem mais.

Nunca é demais ganhar: seja em Itaquera, seja no Morumbi!

Tirando o fato do adversário ser freguês. De a vitória ter sido, mais uma vez, no Morumbi. De também ter se dado em pleno Dia das Mulheres, por grande ironia. O Corinthians fez, como virou praxe em 2015, uma partida segura. A expulsão de Gil foi acidental. Foi muito mais por má vontade do árbitro e do bandeira! Seria até mais “tranquilo” no 11 contra 11. O 2×0 ia sair…

O Corinthians foi bem taticamente. O 4-1-4-1 virou 4-2-3-1 e depois 4-5-0. Golaço de Danilo, fruto de uma jogada trabalhada. É que ele se acostumou a jogar ali, como um nove. Passe de Guerrero, o nove verdadeiro, que mais uma vez muito foi bem, diga-se, saiu na medida. A finalização foi perfeita. Quase o narigudo defendeu. Mas aquela bola merecia mesmo estufar as redes dele.

Poderíamos ter feito 2×0. Poderíamos ter empatado. Houve perigo do adversário. E o penal? Cássio foi firme na bola. O goleiro mais arrogante da face da terra meteu uma bomba no meio. O gigante camisa 12 foi lá e defendeu. Lindo! Deu mais gosto ainda.

Ouvi alguns corinthianos dizendo que “estão cansados” de vencer os bambis. Sinceramente? Eu não. Nunca é demais ganhar dos três cores da zona sul. Nunca mesmo. Devemos ir com tudo no jogo do dia 22 de abril. Este sim, pela Libertadores, vai valer mais ainda. O 1×0 vem para coroar o trabalho do Tite, a dedicação dos torcedores (nós nunca abandonamos o Corinthians) e a comunidade corinthiana. Este ano promete!!!

VAI, CORINTHIANS!!!

Ele sabe das coisas! Tite e Danilo também…

Meu pai, com seus 60 anos, se entusiasma com a faixa vendida na porta do estádio. Nela consta: “Caiu em Itaquera, já era!”. Ele sabe das coisas. Porque quem vai à Arena Corinthians, se não é o Corinthians, tá lascado!

O Mogi Mirim, do seo Rivaldo, veio cheio de mimimi. Só que Tite sabe das coisas. Soube enxergar as dificuldades do jogo. No primeiro tempo não fomos bem. Daí a entrada de Danilo no lugar de Love. E o camisa 20 também sabe das coisas.

Destaco a grande atuação do Iago. O garoto da base vem mostrando boa capacidade e talento para ser nosso xerife no futuro. Espero que seja valorizado. Luciano também merece destaque pelo gol e pelo passe a Guerrero.

Que Corinthians empolgante esse do começo de 2015! Os 3×0 sobre o Mogi foram merecidíssimos. Guerrero abriu a boca e confessou ter jogado “disperso” nas rodadas anteriores. Anda preocupado com seu futuro. Então, hoje, mais ligado, fez o gol e igualou à marca de Tevez (46 gols). O peruano tem tudo para ser o maior estrangeiro goleador da história do Timão.

Agora é baixar a empolgação, focar e jogar muito contra o San Lorenzo. Também sou adepto da teoria que não tem nada a ver o fato do Gasometro estar vazio. O time argentino joga muito. E, ainda assim, estará em seus domínios, em Buenos Aires.

VAI, CORINTHIANS!!!